sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Criação

Os ventos que roçam as campinas;

A brisa matinal que tange a pele;

O eco de infindos gorjeios que soam aos ouvidos

São notas da melodia de Deus.


Sonetos de esperança são entoados

Durante as alvoradas de todos os dias

O sol derrama por sobre o imenso plano

Miríades de raios multicores.


As entranhas do solo se agitam

A vida brota em esplendores

Matizes diversos formam

O mosaico de um só conjunto de cores.


Cintilam no firmamento gotas de luz

Nas noites mais densas de extrema escuridão

O espetáculo se patenteia

Extasiados, os olhos sequer refletem a beleza que seduz.


Montanhas imponentes se agigantam

Picos e montes avançam além das nuvens

Mares e oceanos desafiam o alcance do olhar

Faz se ouvir em todas as praias

Na cadência de um eterno murmúrio.


Rios e cachoeiras, regatos e lagos

Serpenteiam por entre vales e montes

Como as artérias de um organismo

Fertilizam tudo a sua volta.

São os mensageiros da vida quando cheios

E os agouros da morte quando secam.


Animais de diversas espécies

Manifestam-se numa profusão infinita

Um único sopro de vida abunda na diversidade

O verbo de Deus fez-se carne.

O que antes era sonho virou realidade.






José Aparecido Santos


Guanambi-ba, 16/10/2009

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