Os ventos que roçam as campinas;
A brisa matinal que tange a pele;
O eco de infindos gorjeios que soam aos ouvidos
São notas da melodia de Deus.
Sonetos de esperança são entoados
Durante as alvoradas de todos os dias
O sol derrama por sobre o imenso plano
Miríades de raios multicores.
As entranhas do solo se agitam
A vida brota em esplendores
Matizes diversos formam
O mosaico de um só conjunto de cores.
Cintilam no firmamento gotas de luz
Nas noites mais densas de extrema escuridão
O espetáculo se patenteia
Extasiados, os olhos sequer refletem a beleza que seduz.
Montanhas imponentes se agigantam
Picos e montes avançam além das nuvens
Mares e oceanos desafiam o alcance do olhar
Faz se ouvir em todas as praias
Na cadência de um eterno murmúrio.
Rios e cachoeiras, regatos e lagos
Serpenteiam por entre vales e montes
Como as artérias de um organismo
Fertilizam tudo a sua volta.
São os mensageiros da vida quando cheios
E os agouros da morte quando secam.
Animais de diversas espécies
Manifestam-se numa profusão infinita
Um único sopro de vida abunda na diversidade
O verbo de Deus fez-se carne.
O que antes era sonho virou realidade.
José Aparecido Santos
Guanambi-ba, 16/10/2009
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