Homens cheios, homens modernos.
Cheios de ânsia, desejos,
Angústia, solidão.
Cheio de todos esses vazios.
Homens divididos, fragmentados,
Cheios de loucura, irracionais,
Superficiais, insensatos
Patinando à deriva de tudo o que diz saber.
Homens informatizados, conectados ao exterior de tudo,
Mas tão desligados de si mesmos.
Homens viciados, compulsivos.
Cheios de uma vida sem sentido.
Neuróticos, psicóticos,
Inconscientes da própria situação em que submergiram.
Homens robotizados, alienados.
Cheios de conteúdos programados.
Formatados, chipados, controlados.
Homens sem rumo, sem leme, sem bússola.
Homens tão cheios de adjetivos e tão pobres de substantivos.
José Aparecido Santos
Guanambi-Ba, 05/03/2009
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